Olá leitores!
Hoje é dia de falar sobre um queridinho das bookredes: Elite de Prata.
O livro foi escrito pela autora Dani Francis e publicado originalmente em 2025. Atualmente, a versão americana conta com mais de 24 MIL AVALIAÇÕES NA AMAZON!!
Babado, né, amigues? Mas será que ele é tudo isso mesmo?
Bora descobrir!
Saga: Silver Elite
Volume: vol 01
Editora: Paralela
Formato: Físico
Início: 16/10/2025
Término: 20/10/2025
Nº de páginas: 464
Status: finalizado
Personagem favorito: Kaine
Classificação: +18 (não oficial)
Gênero: Romance Distópico • Ficção Científica • New Adult
Tropes: Enemies to Lovers • Slow Burn • Proximidade Forçada • Identidade Secreta • Romance Proibido
Gatilhos: Violência • Morte • Guerra • Escravidão • Tortura • Genocídio/Perseguição • Violência Sexual • Conteúdo Sexual Explícito
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Eu acredito que a humanidade é programada pra se autodestruir, não importa o ambiente. Era antiga, Era Nova, Aberrantes no topo, Primais no topo. Sempre encontramos um jeito de nos destruir. Somos uma espécie condenada.
O BookTok me prometeu tanto com Elite de Prata que eu fui ler esse livro esperando O ACONTECIMENTO. E, sinceramente? Não entregou nem metade do que me prometeram.
Eu gostei da história? Gostei bastante, na verdade. O problema é que Elite de Prata criou um universo que tinha potencial para entregar muito mais do que realmente entregou.
Na época em que o livro entrou no hype, vi muita gente comparando a história com Jogos Vorazes e, assim... menos, bem menos, pelo amor de Deus. Jogos Vorazes é icônico em níveis altíssimos.
Se eu fosse fazer uma comparação, diria que Elite de Prata me lembrou muito mais Divergente. Cross lembra o Quatro, a base onde acontece o treinamento da Elite de Prata me trouxe várias lembranças da Audácia e até a condição da Wren como uma Aberrante tem suas semelhanças com a Tris sendo Divergente.
Basicamente, acho que Elite de Prata vai agradar principalmente quem assistiu a Divergente e ficou sentindo falta de mais cenas de pegação entre Tris e Quatro.
Falando da Wren, eu amei essa personagem, principalmente no começo do livro. Ela é desbocada, impulsiva, não tem medo de falar o que pensa e está sempre aporrinhando alguém. Meu tipo favorito de protagonista.
Só que, conforme a história avança, parece que tudo relacionado a ela começa a se resumir ao Cross.
Sério, chega a ser irritante a quantidade de vezes que essa mulher pensa no quanto ele é gostoso. É praticamente: "eu odeio ele, ele é meu inimigo, ele é filho do general... MAS ELE É MUITO GOSTOSO". Minha filha, colabora comigo.
E parece também que a Wren vai ficando mais burra conforme se apaixona. A cena em que ela remove as marcas das queimaduras para mostrar ao Cross sua marca de Aberrante e provar que confia nele deveria ter sido emocionante. Eu só consegui pensar: MULHER, PRA QUÊ?
Era só contar. Era só usar os poderes na frente dele. Qualquer coisa! Até o próprio Cross olha para ela e basicamente fala que aquilo foi uma ideia idiota.
Apesar disso, eu amei os dois juntos. Eles têm química e eu gostei muito do romance. O problema é que chega uma hora em que o foco constante nos dois se pegando começa a prejudicar todo o restante da história.
A autora criou um universo pós-guerra muito interessante, com uma sociedade dividida entre Primais, Modificados e Aberrantes, uma Rebelião tentando derrubar o governo e todo um sistema de perseguição e opressão que poderia ter sido explorado MUITO mais. Só que boa parte disso acaba ficando em segundo plano para o romance.
E acho que esse foi meu maior problema com Elite de Prata: eu queria mais daquele mundo.
O próprio General, que deveria ser o grande vilão da história, aparece pouquíssimo. Passei o livro esperando um grande confronto entre ele e Wren, esperando Cross finalmente peitar o pai, esperando alguma coisa realmente grandiosa acontecer... e o homem simplesmente cai com uma facilidade absurda.
Para um personagem apresentado como uma ameaça tão terrível, achei o desfecho dele muito fraco.
E isso me leva ao Cross.
Eu tinha TANTAS expectativas para esse homem.
Desde o começo suspeitei que ele fosse um Modificado e criei até teoria envolvendo as tatuagens dele. Achei que elas escondiam as veias para ninguém perceber quando seus poderes fossem utilizados. No final, não era nada disso, mas eu estava completamente investida nas minhas teorias.
O problema é que o Cross acabou sendo uma das minhas maiores decepções.
Ele é comandante da Elite de Prata, filho do General e possui uma posição extremamente privilegiada dentro daquele sistema. Mesmo assim, durante praticamente todo o livro, ele faz muito pouco pelos Modificados.
Existe um momento em que Wren o acusa de colaborar com o extermínio deles e Cross pergunta se ela alguma vez o viu matar um Modificado.
Não, querido. Você não mata. Mas facilita o trabalho de quem vai matar e treina toda uma equipe PRA MATAR.
Eu esperava descobrir que ele estava secretamente tentando destruir o sistema de dentro para fora. Esperei alguma grande revelação, algum plano, alguma coisa que justificasse a posição dele. Cheguei até a imaginar que o misterioso piloto da Rebelião fosse Cross.
Mas nada.
Parece que, nesse primeiro livro, a principal função dele foi ser gostoso.
E sejamos sinceros: Wren passa pano para ele por isso e nós, leitores, também.
Cross tem potencial para ser um personagem muito mais interessante, mas eu preciso conhecer quem ele é além do comandante poderoso, misterioso e gostoso por quem Wren está completamente obcecada.
Agora, quem me conquistou mesmo foi Kaine.
Me julguem, mas ele foi meu personagem favorito e só não roubou completamente o protagonismo do Cross porque apareceu pouco.
Kaine tem carisma, é engraçadinho e tem exatamente aquele tipo de personalidade que sempre me conquista. Chorei igual uma corna com a morte dele para depois descobrir que o infeliz estava vivo.
E ainda descobrimos que ELE é o piloto fodão da Rebelião.
Pronto. Ficou mais interessante ainda.
Só existe uma coisa que me deixa com o pé atrás: a fidelidade dele à Rebelião.
Eu não confio naquele povo.
Tenho a impressão de que a história ainda vai mostrar que a Rebelião não é exatamente o lado bonzinho desse conflito. Eles dizem lutar contra a opressão dos Primais, mas também parecem dispostos a passar por cima de inocentes para conseguir o que querem.
Não ficaria surpresa se, no final das contas, descobríssemos que governo e Rebelião são farinha do mesmo saco: grupos diferentes disputando poder e justificando atrocidades em nome de uma suposta causa maior.
E é justamente por todas essas pontas abertas que, apesar das minhas críticas, terminei Elite de Prata querendo MUITO ler a continuação.
Sinto que o primeiro livro passou tempo demais desenvolvendo o romance enquanto deixava o conflito político, a Rebelião, o governo e vários personagens interessantes esperando na fila. Agora que esse universo já foi apresentado, espero que a continuação finalmente mergulhe nesses elementos.
Também quero desesperadamente mais desenvolvimento para Cross. Quero entender a personalidade dele, suas escolhas, sua relação com a própria família e, principalmente, vê-lo fazendo alguma coisa concreta contra o sistema que ajudou a sustentar durante tanto tempo.
E, por favor, não precisamos de um triângulo amoroso entre Wren, Cross e Kaine.
Porque eu me conheço.
Se Wren e Kaine tiverem dois diálogos bonitinhos, eu vou começar a shippar. Não quero passar por esse sofrimento sabendo perfeitamente que Cross e Wren são o casal principal.
No fim, Elite de Prata foi uma leitura que gostei bastante, mas que ficou muito abaixo das expectativas que o hype criou em mim. A história tem um universo interessantíssimo, personagens com muito potencial e várias ideias que poderiam ter sido desenvolvidas com mais profundidade, mas o excesso de foco no romance acabou roubando espaço justamente das partes que mais me interessaram.
Não acho que seja um livro ruim. Muito pelo contrário. Eu me diverti, gostei do casal, amei a Wren apesar dos meus momentos de "MINHA FILHA, PENSA!" e fiquei curiosíssima com os mistérios desse universo.
Só terminei com aquela sensação de que tinha uma história muito maior escondida ali.
Talvez seja justamente por isso que estou apostando todas as minhas fichas na continuação. O primeiro livro montou o tabuleiro, apresentou as peças e passou bastante tempo deixando Wren e Cross se pegarem em cima dele.
Agora eu quero ver o caos.
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